
A BBLIA
SUA ESTRUTURA E MENSAGEM

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil



INTRODUO


A Bibliologia  matria de grande importncia dentro da Teologia,  como  um  carro - chefe  que  puxa  as  demais  matrias.  A  me da Teologia    a Bblia, pois
todas as verdades teolgicas so extradas deste livro divino. O prprio Deus.



O que forma a estrutura da Bblia  a sua organizao presciente na mente de Deus. Um plano celestial foi elaborado para a revelao do objeto principal desse plano, 
o Senhor Jesus Cristo.



CRTICA BBLICA E EVIDENCIAS


1.1 Crtica Maior e Menor
      
      Existem dois tipos de crtica bblica enquadrados no tpico de Introduo  Bblia. O primeiro tem sido geralmente chamado de "Alta Crtica" ou "Crtica Histrica", 
ligada ao exame dos vrios livros da Bblia do ponto de vista de sua histria; idade, autoria, autenticidade cannica. Traa a sua origem, preservao e integridade, 
mostrando seu contedo, carter geral e valor.  uma disciplina que vem ajudando muito na comprovao de um cnon genuno da Escritura. 
      Algumas vezes a expresso "Alta Crtica" tem sido considerada extremamente prejudicial a uma atitude adequada e reverente com as Sagradas Escrituras. Isto 
acontece quando o erudito perde de vista a inspirao da Palavra e a substitui por uma atitude de ceticismo e incredulidade.
      O segundo tipo de crtica  a "Crtica Menor". Tem como objetivo verificar as palavras exatas dos textos originais da Bblia. Seu mtodo  reunir e comparar 
os manuscritos, verses e citaes antigas da Escritura, e determinar a leitura correta de cada passagem que suscita dvidas.


1.2 Evidncias Para Textos Bblicos
      O crtico bblico sincero utiliza-se de trs  fontes  principais de evidncia para determinao das palavras exatas - as mais prximas dos manuscritos  originais. 
Duas  delas  j  foram  mencionadas : os manuscritos   e   as  verses.   Uma   terceira   fonte   valiosa   a   ser pesquisada so os escritos dos Primeiros Pais 
da Igreja.
      
     
1.3 Os Pais da Igreja

      Esses homens foram chamados "pais" (sinnimo de "mestres", professores). Foram os grandes lderes, telogos, professores e eruditos dos primeiros sculos depois 
de Cristo. Eram cristos dedicados, e escreveram sermes, comentrios e harmonias. Eles defendiam ardentemente a f contra as incurses pags. Alguns dos nomes mais 
conhecidos de um grupo de cerca de 200 homens, segundo consta, durante os sete primeiros sculos, so:
      Perodo 96-150 A.D.: Clemente de Roma, Hermas, Incio, Policarpo;
      Perodo 150-325 A.D.: Justino Mrtir, Irineu, Clemente de Alexandria, Orgenes, Tertuliano, Cipriano, Tatiano;
      Perodo 325 A.D. em diante: Eusbio, Atansio, Jernimo, Agostinho. 
      Esses homens citaram livremente a Bblia, no s mencionando todos os 27 livros do Novo Testamento, mas virtualmente cada versculo destes 27 livros do Novo 
Testamento. Geisler e Nix afirmam: "Cinco pais apenas, de Irineu a Eusbio, possuem quase 36.000 citaes do Novo Testamento".
      H alguns anos, Sir David Dalrymple estava jantando com um grupo de letrados, quando algum perguntou-lhe  se caso todo o Novo Testamento fosse destrudo no 
sculo IV, seria possvel form-lo de novo a partir dos escritos dos Pais da Igreja dos sculos II e III. Dois meses depois, ele disse a dos um participante: "A 
pergunta despertou minha curiosidade e como possua todas as obras existentes dos Pais dos sculos II e III, comecei uma pesquisa. At agora encontrei o Novo Testamento 
inteiro, exceto 11 versculos."
      O Testemunho dos escritos dos Pais da Igreja quanto  autenticidade do texto  de suma importncia por causa de sua devoo a Deus e  sua Palavra. Eles foram 
cuidadosos ao copiar as Escrituras. E por terem vivido to perto dos dias apostlicos,  possvel que tenham tido acesso a manuscritos que no existem mais hoje. 
H a possibilidade de que alguns nos pesquisassem prprios originais.
      

1.4 Os Rolos do Mar Morto
      
      Descobertos pela primeira vez em maro de 1947 por um jovem pastor de cabras, numa caverna perto do lado norte do Mar Morto, os Rolos do Mar Morto, cerca de 
350 ao todo, foram considerados como uma das maiores descobertas arqueolgicas do sculo XX. Escritos pelos essnios entre o primeiro sculo antes e o primeiro sculo 
depois de Cristo, as partes bblicas deste rolo nos fornecem manuscritos centenas de anos mais antigos que quaisquer outros. 
      Partes de cada livro do Antigo Testamento foram encontradas, com exceo de ster. De especial interesse so os rolos do livro de Isaas, porque um, dos dois 
encontrados,  o livro completo desse grande profeta. Trata-se de um manuscrito hebraico de Isaas mil anos mais antigo do que qualquer outro j descoberto. De maneiras 
notveis, os rolos confirmam a exatido do texto massortico do Antigo Testamento.
      
      
1.5 Os Papiros
      
      De grande interesse para os eruditos bblicos  certa quantidade de papiros descobertos recentemente (1931), nas tumbas do Egito. Estes so freqentemente 
considerados os mais importantes para a crtica textual do Novo Testamento, desde que Tischendorf anunciou a descoberta dos Cdices Sinaticos. 
          Esses papiros foram adquiridos por um renomado colecionador de manuscritos, A.Chester Beatty. Outros se encontram na Universidade de Michigan e nas mos 
de particulares. Eles contm partes do Antigo Testamento em grego: trechos considerveis de Gnesis, Nmeros e Deuteronmio, e trechos de ster, Ezequiel e Daniel. 
Trs manuscritos dos grupos so livros do Novo Testamento: pores de trinta folhas dos Evangelhos e de Atos; oitenta e seis folhas das Epstolas Paulinas e dez 
folhas da parte do meio do livro de Apocalipse. Esse material  de suma importncia, pois data do sculo III ou poca anterior. O texto  de to alta qualidade que 
se compara aos Cdices Vaticano e Sinatico.
      O Fragmento de John Rylands  um pequeno pedao de papiro com apenas 38,96 cm por 6,4 cm. Embora pequeno,  reconhecido como o manuscrito mais antigo de qualquer 
parte do Novo Testamento. Est escrito de ambos os lados e contm uma parte do Evangelho de Joo 18:31,37,38. Foi obtido em 1920.
      Em 1956, Victor Martin, professor de filosofia clssica na Universidade de Genebra, publicou um cdice de papiro do Evangelho de Joo: o Papiro Bodmer II. 
Este inclua os captulos 1:1 at 14:26, sendo datado de 200 A.D. Trata-se provavelmente do livro mais antigo do Novo Testamento.


PONTOS SALIENTES DA BIBLIA

2.1 A Bblia e o Monotesmo

      Este assunto realmente  muito prximo ao anterior. O fato de ser Deus o supremo implica em que no h nenhum outro que a ele se compare. Universalmente a 
humanidade tem praticado, com uma contumcia longe de ser acidental, as abominaes da idolatria. O povo judeu, de quem, considerando o lado humano, vieram as Escrituras, 
no ficaram imunes a esta tendncia. Desde os dias do bezerro de ouro, atravs dos sculos seguintes, os israelitas estiveram envolvidos com a idolatria; isto, apesar 
da abundncia de revelao e castigo. 
      A histria da igreja est manchada pelo culto s imagens esculpidas assimiladas do paganismo. Com que insistncia o Novo Testamento adverte os crentes a fugir 
da idolatria e da adorao aos anjos!  luz destes fatos, como poderamos supor que os homens (at mesmo Israel) pudessem,  parte da direo divina, dar origem 
a um tratado que, com os olhos apenas na glria de Deus, estigmatiza a idolatria como um dos primeiros e mais ofensivos crimes e insultos contra Deus? A Bblia no 
 um livro que o homem escreveria se pudesse.


2.2 A Doutrina da Trindade
      
      Embora defendendo o monotesmo sem modificao, a Bblia apresenta o fato de que Deus subsiste em trs Pessoas ou modos de ser. Esta distino jaz entre dois 
extremos: de um lado, que trs Pessoas separadas e distintas esto simplesmente associadas quanto ao propsito e realizao; ou, de outro lado, que uma Pessoa simplesmente 
opera em trs campos de atividade caracteristicamente diferentes. A doutrina bblica da Trindade consiste em que Deus  um em essncia, mas trs Pessoas, em definio. 
Sem dvida, este  um dos grandes mistrios. A doutrina vai alm do alcance da compreenso humana, embora seja fundamental  revelao divina.
      Quando consideradas separadamente, as Pessoas individuais da Divindade apresentam as mesmas evidncias indiscutveis quanto  origem sobrenatural da Bblia.
     
a) Deus-Pai: Vasto realmente  o campo das Escrituras que apresenta as atividades e as responsabilidades distintivas que so caractersticas da Primeira Pessoa. 
Dizemos que Ele  o Pai de toda a criao, o Pai do Filho eterno (a segunda pessoa) e o Pai de todo aquele que cr para salvao de sua alma. Esta revelao estende-se 
a todos os detalhes do relacionamento paternal e inclui a ddiva do Filho para que a graa de Deus pudesse ser revelada. Nenhuma mente humana poderia dar origem 
ao conceito de Deus Pai como Ele  revelado na Bblia.

b) Deus-Filho: o registro refere-se  Segunda Pessoa, que, de acordo com a Palavra de Deus,  o Filho desde a eternidade, que  a manifestao do Pai e que, embora 
esteja agora sujeito ao Pai,  o Criador das coisas materiais, o Redentor  e Juiz final de toda a humanidade; oferece evidncias mais extensas e mais incomensurveis 
da origem divina das Escrituras. 
      A Pessoa e a obra de Deus, com Sua humilhao e glria,  o tema dominante da Bblia; mas o Filho, em troca, dedica-se  glria do Pai. As perfeies do Filho 
no podem ser comparadas ao mais sbio dos homens, nem compreendidas por ele. 
     Se, afinal, esta revelao ilimitada do Filho no passa de fico, no seria um desafio razovel (mesmo para a mente no regenerada) que este suposto autor 
fosse descoberto e, com base no trusmo de que a coisa criada no pode ser maior do que seu criador, fosse adorado e reverenciado acima de tudo o que  chamado Deus?

c) Deus-Esprito: o Esprito Santo  apresentado na revelao como igual em cada particular ao Pai e ao Filho; , no obstante e para a promoo dos atuais empreendimentos 
divinos, retratado como sujeito a ambos, o Pai e o Filho. Do mesmo modo, Seu servio  considerado como complemento e administrao da obra do Pai e do Filho.
     Assim o Deus trino revelou-se ao homem em termos que o homem, mesmo quando ajudado pelo Esprito, s pode compreender debilmente: e que pueril  a intimao 
de que estas revelaes so produtos dos homens que, sem exceo, desde os dias de Ado, so depravados, degenerados e incapazes de receber ou conhecer as coisas 
de Deus  parte da iluminao divinal! Tal conceito prope que o homem deu origem  idia de Deus e que o Criador  um produto da criatura.

2.3 Criao
        
      Sem nenhuma capacidade de receber as coisas de Deus ou de conhec-las, o homem  incapaz de anuir de maneira inteligente a declarao de que todas as coisas 
existentes foram criadas do nada atravs do Fiat imediato de Deus (Hb11.3). Reconhecendo, contudo, que todas as coisas existentes devem ter um comeo, ele prossegue 
criando a sua prpria soluo para o problema da origem. O melhor que j fez encontra-se representado pelas teorias da evoluo. Teorias que, por causa de sua inconsistncia 
e hipteses no comprovadas, so piores do que soluo nenhuma.
      Esse homem fracassa em descobrir qualquer soluo razovel deste problema pode ao mesmo tempo receber o mrito da autoria da narrativa do Gnesis da criao, 
narrativa que  a base sobre a qual todas as revelaes subseqentes procedem?


2.4 Pecado

      Entre os muitos assuntos sobre os quais o homem poderia ter informaes sem preconceitos, est o pecado e seu carter maligno obviamente um dos principais. 
Contudo, se houver a alegao de que a Bblia (a nica fonte de informao confivel sobre este tema) no  de origem divina, no h oura alternativa alm da suposio 
de que o homem, como suposto autor das Escrituras, colocou-se em julgamento e  capaz de compreender o que por toda parte demonstra ser incapaz de compreender, isto 
, a malignidade do pecado. 
      E o problema no envolve apenas autor humano, mas pelo menos quarenta autores humanos que participam do registro da Palavra de Deus. Todos os quarenta homens 
esto de acordo com este vasto tema sobre o qual o homem no pode saber nada  parte da revelao.                 


NOME E TTULOS QUE EDIFICAM A BBLIA
      1. No Antigo Testamento:
       "O Livro" - um dos ttulos mais singelos e objetivos. A partir de Moiss, a vida religiosa dos Judeus  foi  organizada.  Toda a Vida do povo foi orientada 
por leis e ordenanas escritas num "LIVRO", para memria e obedincia, (Ex. 17.14; DT 28.58; 29.27). s  vezes, aparece como o "Livro do Concerto" (EX 24.7); o "Livro 
da Lei" (DT 28.61); JS 1 .8;23 . 6; I RS 22.8);  o "Rolo do Livro" ( SL 40 . 7); "As Palavras  do  Livro"   (IS 29.18)  ; "Livro do Senhor"  (IS 34.16); "Os livros" 
(DN 9.2).
         ESCRITURAS   -  o  termo  "escrituras"  no  e meramente um ttulo  dado    Bblia, mais se refere "ao que esta escrito", ao que est na Bblia (Ex 32.16; 
DN 10.21).
          PALAVRA  DO SENHOR  OU PALAVRA DE DEUS - So Ttulos  bem  conhecidos  e   aparecem  em  vrias   partes  da  Bblia, sempre se referindo ao que Deus falou 
(JR 2.31; 22.29).
          A LEI DO SENHOR OU A LEI - Designao feita especialmente para referir  "Lei" dada ao povo de Israel atravs de Moiss (JS 1.7,8; 24.25,26; SL 1.1-3; 
I Rs 2.3; II CR 34.14-21; NE 8.34,18).
         2. No Novo Testamento
          A LEI E OS PROFETAS - Esse ttulo  citado no Novo Testamento em referncia ao Antigo Testamento (MT 7.12; 5.17 - 19; LC 24.44; JO 12.34). 
           ORACULOS DE DEUS - Cinco vezes a palavra "orculo"  encontrada no Novo Testamento. Na pregao de Estevo (AT 7.39-8). Paulo citou os termos "Orculo 
de Deus" como confiado ao povo de Israel (RM 3.2; 9. 4). Essas palavras no Original grego significam "comunicao ou Declarao divina". Os tradutores preferem s 
vezes, o termo "palavras" ao invs de "orculos". (HB 5.12; 12.25; i Pe 4.11). 

II-A ORIGEM DA BBLIA
         Antes  de  haver  a  revelao  divina  escrita , Deus  revelava-se verbalmente.  Desde   Ado   at   Moiss,   passaram-se   2.500  anos aproximadamente. 
A  revelao  verbal  de   Deus   foi  Transmitida inicialmente  por Ado, que viveu 930 anos, e este passou as geraes seguintes  at  chegar  a  Moiss . No 
h evidncias de que houvesse alguma  revelao  escrita antes de Moiss, por isto Deus lhe ordenou: "Escreve isto para memorial num livro" (EX 17.14). 
           Escritores   da   Bblia . A  Bblia  foi  escrita  num perodo de 1.600  anos  aproximadamente  por 40 autores distintos. Esses autores no   formaram 
uma  comisso   especial  para   produzir  juntos  uma Bblia.   Pelo  contrario,   a   maioria  dos  autores   nem  ao  menos se conheceu  e  nem planejou formar 
uma coleo de 66 livros, que mais tarde  foi  denominada Bblia. Um fato interessante acerca dos autores da  Bblia  e  a diferena  de  cultura entre eles. Moiss, 
Lucas e Paulo eram  homens  cultos.  Porm,  outros foram reis, pastores de ovelhas, fazendeiros,  mdicos,  copeiros,  soldados,  lavradores, e viveram em pocas 
distantes  uns  dos  outros,  em ambientes variados. Porm, h algo   que   se   destaca   em   tudo  isto.  Deus  fez uso desses homens distintos  entre  si,  para 
entregarem   ao  mundo  uma  s  revelao.

III - AS LINGUAS ORIGINAIS DA BBLIA
         A  Bblia,  por  ser  um  livro de procedncia Israelita, foi escrita nas   lnguas  pelo  povo  israelita.  Devido  a  sua  histria  acidentada pelas 
guerras,  exlios  e  submisses  aos  domnios  de outros o povo Judeu ,   sem  perder  suas  caractersticas  essncias,  sofreu  enormes mudanas   no  seu  sistema 
de  vida  poltica  social  e  religiosa.   As lnguas   originais   da   Bblia   so  o  grego, com algumas partes, no Antigo Testamento, escrita em aramaico.

IV - MATERIAIS DE ESCRITA DA BBLIA
        
          Principais materiais de escrita:
             Papiro.   E  o  nome  de  uma  planta   aqutica  prpria  das margens alagadias  do Rio Nilo, na frica, especialmente, no Egito. Os antigos egpcios 
utilizavam o material dessas plantas entre outras coisas, para a fabricao de uma espcie de papel.
            Pergaminho.  Esse  material  foi usado pelos egpcios e pelos babilnios. Era feito de peles curtidas e amaciadas de cabras, ovelhas e  de  bezerros. 
Os  pergaminhos  eram  preparados  de  tal modo que podiam   resistir   ao  tempo  muito  mais  que  o  papiro.  Paulo  usou pergaminhos para escrever suas cartas 
(II TM 4.13).
            Ostracas.   Eram  feitas  de  um   material  comum  e  fcil  de encontrar   (cacos  de  cermica), muitos utilizados para a inscrio de pequenas   
notas    feitas   com  pincel   e   tinta   de   carvo   vegetal.
            Os   instrumentos  de  escrever  eram  os  mais variados. Havia cinzis  ou  estiletes  de  metal,  com  quais se podiam fazer inscries sobre  pedra, 
metais,  marfins  e argilas. A tinta mais comum era feita da  mistura  de  carvo  negro  (vegetal),  pulverizado,  com  goma  ou azeite, para uso sobre pergaminhos 
e papiros.
            
V - A ESTRUTURA DA BIBLIA
       I. Os dois Testamentos. Duas partes formam a estrutura da Bblia: O Antigo Testamento com 39 livros e o Novo Testamento com 27 livros. Ha um entrelaamento 
entre os dois Testamentos que os tornam inseparveis. H mais de mil citaes do Antigo Testamento no Novo Testamento. Consideremos a cada um em particular:
        A.  O Antigo Testamento. Em cinco grupos  dividido o Antigo Testamento. Vejamos:
. O Pentateuco com cinco livros: Gnesis, xodo, Levitico, Nmeros e Deuteronmio.
. Histria, com doze livros: Josu, Juizes, Rute, I Samuel, II Samuel, IReis, II Reis,I Crnica, II Crnica, Esdras, Neemias, Ester.
. Poesia com cinco livros: J, Salmos, Provrbios Eclesiastes e Cantares de Salomo.
. Profetas Menores com doze livros: Osias, Joel, Ams, Obadias, Jonas, Miquias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
. Profetas Maiores com cinco livros: Isaias, Jeremias, Lamentao de Jeremias, Ezequiel e Daniel.

        B. O Novo Testamento. Em quatro classes de assuntos dividem-se os livros do Novo Testamento
 .  Biografia, com os quatro evangelhos: Mateus, Marcos Lucas e Joo.
 .  Histria, com o livro de: Atos dos Apstolos.
 .  Epstolas, com 21 epstolas: 13 epstolas de Paulo; uma aos Hebreus, sem autor definido, e mais 7 epstolas gerais, de Tiago, I Pedro, II Pedro, I Joo, II Joo, 
III Joo e Judas.
 . Profecia, com o Apocalipse.
 2. O Cnon da Bblia. O que  o Cnon? A raiz da palavra na lngua semtica  da  a  idia  de  "cana"  eta e triangular que d as margens do Rio Nilo. Por causa 
do alongamento da "cana" era utilizada como "vara de Medir". Desse modo, o sentido metafrico da palavra CNON e empregada para significar "aquilo que  conforme 
a regra ou medida". A idia essencial da palavra CNON  o da linha reta ou direita. Assim sendo, o Cnon da Bblia  a seleo rigorosa de todos os escritos, de 
acordo com uma regra autorizada, para distinguir os livros considerados inspirados dos no inspirados. A autoridade dos escritos era evidenciada pela inspirao 
divina contida neles.


  IV. A Mensagem da Bblia
1. Apresenta a Deus como criador e senhor de tudo. (GN.1.1; SL 95.6; 104.30: IS 40.26; EF 3.9; AP 10.6). De fato a Bblia  a revelao real de Deus.  o Testemunho 
do que fez, faz e far, e ao mesmo tempo,  a revelao da verdade de que toda criao est sujeita a ele. Dirige todas as coisas com o fim de que tudo seja para 
a sua glria.

2. Apresenta sem reserva o problema do pecado. A Bblia  a ultima fonte fidedigna que revela a verdade do pecado e seu carter maligno. A bblia no alivia, nem 
filosofa sobre o pecado, mais o trata com clareza e o expe sem qualquer reserva (RM. 1 .18; 3 .23; 5. 12).

3. Apresenta um plano de salvao. As religies tentam salvar o homem pelos seus prprios mritos; porm, a salvao s  possvel atravs da soluo apresentada 
pela Bblia. A salvao foi planejada no cu; foi concebida por Deus Pai, consumada pelo Filho e oferecida pelo Esprito Santo (LC 3. 6). S Jesus pode salvar o 
homem (AT 4 . 12; LC 19.10). Ele  a propiciao por nossos Pecados e pelos pecados da humanidade toda (I JO 2 . 2).

V. A REVELAO DIVINA NA BBLIA
  
1. A Palavra revelao significa "tornar conhecido, mostrar". No Latim o termo revelare significa "por para trs o vu para que se veja". Segundo Thayer, o significado 
Bblico de revelao : descobrir, despir. Significa tornar a verdade conhecida.
       Jesus declarou que "Deus  Esprito" (JO 4 . 24); por isso  entendemos que  impossvel  ao homem, por seus prprios meios, conhecer a Deus, visto que ele 
e imperceptvel aos sentidos naturais. Pode o homem finito conhecer o infinito, o mortal conhecer o imortal, o limitado conhecer o ilimitado, sem que haja uma revelao? 
No! Precisamos da revelao de Deus. E ele se revela aos homens. S ele o prprio Deus, pode tomar a iniciativa de se revelar a si mesmo atravs de manifestaes 
capazes de alcanar a percepo humana.
      Vejamos trs modos pelos quais Deus tem se revelado ao homem:
a. A revelao natural.  feita mediante o fato da Criao. E impossvel negar a existncia de Deus diante da beleza da criao.(SL 19. 1-6). Porm essa revelao 
torna-se insuficiente por causa da incredulidade do homem. Da a necessidade de uma revelao mais objetiva. Em Atos 14 .17, temos a prova que deu essa revelao 
de si mesmo atravs de um modo mais explicito, a escrita.
b. A revelao escrita. A Bblia  a revelao escrita de Deus ao homem. Toda a sua vontade est expressa na bblia, a sua palavra. A revelao escrita no anulou 
a revelao natural de Deus, mas a tornou ainda mais viva e real, propiciando ao homem uma revelao pessoal, como o Deus todo - poderoso.
c.  A revelao pessoal (JO 5.39;LC 25-27;MT 5.17,18;JO 1.8). A revelao escrita seria incompleta, se a profecia, que trata da revelao pessoal de Deus, no tivesse 
tido o seu cumprimento. Todas as profecias do Antigo Testamento anunciavam uma revelao pessoal de Deus, a qual foi feita atravs de Jesus Cristo.

    2. A inspirao da Bblia.
            preciso no confundir revelao com inspirao. A revelao  o ato divino pelo qual Deus se torna conhecido pelos homens. A inspirao diz respeito 
ao modo como os homens receberam a revelao e a transmitiram. No grego, a palavra inspirao  THEOPNEUSTOS, que significa sopro, ou o que  soprado ou inspirado 
por Deus . com este sentido que Paulo declara: "Toda a Escritura divinamente inspirada...." (IITM 3 .16). Entendemos que o Esprito Santo inspirou os escritores, 
capacitando - os a registrarem de modo correto  revelao recebida de Deus. De fato, inspirao refere-se ao ato de receber e transmitir, relatando com suas prprias 
palavras, a verdade de Deus.a) A Bblia  a Palavra Escrita: A Bblia tambm  o Logos de Deus, e assim como em Cristo h dois elementos (duas naturezas), divino 
e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. 

b) Provas da Inspirao: Somos acusados de provar a inspirao pela Bblia e de provar a verdade da Bblia pela inspirao, e, assim, de argumentar num crculo vicioso. 
Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidncia. Esta, primeiro prova a veracidade ou credibilidade da testemunha, e ento aceita o seu testemunho. 
A veracidade das Escrituras  estabelecida de vrios modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem podemos aceitar o que elas 
dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que so inspiradas, e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais. 

1) O A.T. afirma sua Inspirao: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1; Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1). 

2) O N.T. afirma sua Inspirao: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37). 

3) O N.T. afirma a Inspirao do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11; IIPe.1:21). 

4) A Bblia faz declaraes cientficas descobertas posteriormente: (J.26:7; Sl.135:7; Ec.1:7; Is.40:22). 

a) Teorias da Inspirao: Podemos ter revelao sem inspirao (Ap.10:3,4), e podemos ter inspirao sem revelao, como quando os escritores registram o que viram 
com seus prprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo.1:1-4; Lc.1:1-4). Aqui ns temos a forma e o resultado da inspirao. A forma  o mtodo que Deus empregou 
na inspirao, enquanto que o resultado indica a conseqncia da inspirao. Portanto, as chamadas teorias da intuio, da iluminao, a dinmica e a do ditado, 
todas descrevem a forma de inspirao, enquanto que a teoria verbal plenria indica o resultado. 

1) Teoria da Inspirao Dinmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessria para a confivel transmisso da verdade que os escritores das Escrituras receberam 
ordem de comunicar. Isto os tornou infalveis em questes de f e prtica, mas no nas coisas que no so de natureza imediatamente religiosa, isto , a inspirao 
atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinrios, as verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela no explica como os escritores 
bblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentena, e serem rebaixados a um nvel inferior ao relatarem um fato de modo natural. 
Ela no fornece a psicologia daquele estado de esprito que deveria envolver os escritores bblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matrias de doutrina, 
enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da histria. Ela no analisa a relao existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. 
Ela no distingue entre coisas que so essenciais  f e a pratica e quelas que no so. Erasmo, Grotius, Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta 
teoria. 

2) Teoria do Ditado ou Mecnica: Afirma que os escritores bblicos foram meros instrumentos (amanuenses), no seres cujas personalidades foram preservadas. Se Deus 
tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria uniforme. Teria a dico e o vocabulrio do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens (Rm.9:1-3; IIPE.3:15,16). 
Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ao para a sua autoria, escrevendo com seus prprios sentimentos, estilo e vocabulrio, mas garantiu a exatido 
da mensagem suprema com tanta perfeio como se ela tivesse sido ditada por Deus. No h nenhuma insinuao de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem 
alm daquela que Moiss transcreveu no monte santo, pois Deus usa e no anula as suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao 
ponto de excluir a autoria humana. 

3) Teoria da Inspirao Natural ou Intuio: Afirma que a inspirao  simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. 
Assim como tem havido artistas, msicos e poetas excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, tambm em relao s Escrituras houve homens 
excepcionais com viso espiritual que, por causa de seus dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta  a noo mais baixa de inspirao, pois enfatiza 
a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos. 

4) Teoria da Inspirao Mstica ou Iluminao: Afirma que inspirao  simplesmente uma intensificao e elevao das percepes religiosas do crente. Cada crente 
tem sua iluminao at certo ponto, mas alguns tm mais do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristo em qualquer tempo, atravs da energia divina 
especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. Para ele inspirao  "um despertamento e excitamento da conscincia religiosa, 
diferente em grau e no em espcie da inspirao piedosa ou sentimentos intuitivos dos homens santos". Lutero, Neander, Tholuck, Cremer, F.W.Robertson, J.F.Clarke 
e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong. 

5) Inspirao dos Conceitos e no das Palavras: Esta teoria pressupe pensamentos  parte das palavras, atravs da qual Deus teria transmitido idias mas deixou 
o autor humano livre para express-las em sua prpria linguagem. Mas idias no so transferveis por nenhum outro modo alm das palavras. Esta teoria ignora a importncia 
das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua fora e valor. O estudo exegtico das Escrituras nas 
lnguas originais  um estudo de palavras, para que o conceito possa ser alcanado atravs das palavras, e no para que palavras sem importncia representem um conceito. 
A Bblia sempre enfatiza suas palavras e no um simples conceito (ICo.2:13; Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16). 

6) Graus de Inspirao: Afirma que h inspirao em trs graus. Sugesto, direo, elevao, superintendncia, orientao e revelao direta, so palavras usadas 
para classificar estes graus. Esta teoria alega que algumas partes da Bblia so mais inspiradas do que outras. Embora ela reconhea as duas autorias, d margem 
 especulao fantasiosa. 

7) Inspirao Verbal Plenria:  o poder inexplicado do Esprito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras, para orient-los (conduzi-los) na transcrio 
do registro bblico, quer seja atravs de observaes pessoais, fontes orais ou verbais, ou atravs de revelao divina direta, preservando-os de erros e omisses, 
abrangendo as palavras em gnero, nmero, tempo, modo e voz, preservando, desse modo, a inerrncia das Escrituras, e dando  ela autoridade divina.
a) Observao Pessoal: (IJo.1:1-4).
b) Fonte Oral: (Lc.l:1-4).
c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1).
d) Revelao Divina Direta: (Ap.1:1-ll; Gl.1:12).
e) Gnero: (Gn.3:15).
f) Nmero: (Gl.3:16).
g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
i) Voz: (Ef.5:18)
b) Explicao dos itens e,f,g,h,i: A inspirao verbal plenria fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico est no gnero masculino, pois se refere exclusivamente 
a Cristo (Ele te ferir a cabea...). Em Gl.3:16 Paulo faz citao de um substantivo hebraico que est no singular, fazendo, tambm, referncia exclusiva a Cristo. 
Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra-se, no grego, no modo particpio e no tempo presente, o que significa que o perdo judicial de Deus realizado no passado, 
quando aceitamos a Cristo, estende-se por toda a nossa vida, abrangendo o perdo dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdo do pecado 
domstico e no do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspirao verbal plenria quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido 
da lei (Mt.5:18 e Lc.16:l7).

c) O Termo Logos - Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; 
IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles so para Deus o que a expresso  para o pensamento e o que a fala  para a razo, portanto o Logos de Deus  a expresso de Deus, quer 
seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17).   

     1) Cristo  a Palavra Viva: Cristo  o Logos, isto , a fala, a expresso de Deus.   

2) A Bblia  a Palavra Escrita: A Bblia tambm  o Logos de Deus, e assim como em Cristo h dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra 
de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.  


I. ILUMINAO:  a influncia ou ministrio do Esprito Santo que capacita todos os que esto num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I 
Cor.2:12; Lc.24:32,45; IJo.2:27).
A iluminao no inclui a responsabilidade de acrescentar algo s Escrituras (revelao) e nem inclui uma transmisso infalvel na linguagem (inspirao) daquele 
que o Esprito Santo ensina.
A iluminao  diferenciada da revelao e da inspirao no fato de ser prometida a todos os crentes, pois no depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal 
ao Esprito Santo. Alm disso a iluminao admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18; 4:23; Cl.1:9). 

A iluminao no se limita a questes comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:10) porque o Mestre Divino est no corao do crente e, portanto, 
ele no houve uma voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o corao so sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento 
do Esprito pode ser prejudicado pelo pecado, pois  dito que o cristo que  espiritual discerne todas as coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que  carnal no 
pode receber as verdades mais profundas de Deus que so comparadas ao alimento slido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14). 

A iluminao, a inspirao e a revelao esto estritamente ligadas, porm podem ser independentes, pois h inspirao sem revelao (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspirao 
com revelao (Ap.1:1-11); inspirao sem iluminao (IPe.1:10-12); iluminao sem inspirao (Ef.1:18) e sem revelao (ICo.2:12; Jd.3); revelao sem iluminao 
(IPe.1:10-12) e sem inspirao (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E' digno de nota que encontramos estes trs ministrios do Esprito Santo mencionados em uma s passagem 
(ICo.2:9-13); a revelao no versculo 10; a iluminao no versculo 12 e a inspirao no versculo 13. 


II. AUTORIDADE: Dizemos que a bblia  um livro que tem autoridade porque ela tem influncia, prestgio e credibilidade (quanto  pureza na transcrio ou traduo), 
por isso deve ser obedecida porque procede de fonte infalvel e autorizada.
A autoridade est vinculada  inspirao, canonicidade e credibilidade, sem os quais a autoridade da Bblia no se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, determinado 
trecho bblico possui autoridade; por ser cannico, determinado livro bblico possui autoridade, e por ter credibilidade, determinadas informaes bblicas possuem 
autoridade, sejam histricas, geogrficas ou cientficas.
Entretanto, nem tudo aquilo que  inspirado  autorizado, pois a autoridade de um livro trata de sua procedncia, de sua autoria, e, portanto, de sua veracidade. 
Deus  o Autor da Bblia, e como tal ela possui autoridade, mas nem tudo que est registrado na Bblia procedeu da boca de Deus. Por exemplo, o que Satans disse 
para Eva foi registrado por inspirao, mas no  a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt.16:22); as acusaes que Elifaz fez contra J (J.22:5-11), 
etc. Nenhumas dessas declaraes representam o pensamento de Deus ou procedem Dele (procedem apenas por inspirao), e por isso no tm autoridade. Um texto tambm 
perde sua autoridade quando  retirado de seu contexto e lhe  atribudo um significado totalmente diferente daquele que tem quando inserido no contexto. As palavras 
ainda so inspiradas, mas o novo significado no tem autoridade.
  
III.. INERRNCIA OU INFALIBILIDADE: Inerrncia significa que a verdade  transmitida em palavras que, entendidas no sentido em que foram empregadas, entendidas no 
sentido que realmente se destinavam a ter, no expressam erro algum.
A inspirao garante a inerrncia da Bblia. Inerrncia no significa que os escritores no tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. 
Eles podem ter tido concepes errneas acerca de muitas coisas, mas no as ensinaram; por exemplo, quanto a terra, s estrelas, s leis naturais,  geografia,  
vida poltica e social etc.
Tambm no significa que no se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele no possa ser mal compreendido.
A inerrncia no nega a flexibilidade da linguagem como veculo de comunicao.  muitas vezes difcil transmitir com exatido um pensamento por causa desta flexibilidade 
de linguagem ou por causa de possvel variao no sentido das palavras.
A Bblia vem de Deus. Ser que Deus nos deu um livro de instruo religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelao, perpetua 
os erros e as trevas que professa remover. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sano do seu nome a algo que no seja a expresso exata da verdade?. 

Diz-se que a Bblia  parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se  parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela 
 parcialmente verdadeira e parcialmente falsa, ento a vida e a morte esto a depender de um processo de separao entre o certo e o errado, que o homem no pode 
realizar.
Cristo declara que a incredulidade  ofensa digna de castigo. Isto implica na veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus no pode castigar o homem por 
descrer no que no  verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a infalibilidade da Bblia, geralmente esto prontos a confiar na 
falibilidade de suas prprias opinies. Como exemplo de opinio falvel encontramos aqueles que atribuem erro  passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundio 
tinha dez cvados de dimetro de uma borda at a outra, ao passo que um cordo de trinta cvados o cingia em redor. Sendo assim, tem-se dito que a Bblia faz o valor 
do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que no sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como parece sugerir o versculo seguinte 
(v.24) no podemos chegar a uma concluso definitiva, e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor.
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrncia da Bblia, encontra-se em ICo.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz 
que morreram 24.000. Acontece que em Nmeros ns temos o nmero total dos mortos, ao passo que em I aos Corntios ns temos o nmero parcial que somado ao restante 
dos homens relacionados nos versculos 9 e 10, dever contabilizar o total de 24.000.
A inerrncia no abrange as cpias dos manuscritos, mas atinge somente os autgrafos, isto , os originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos 
manuscritos: 

A) Erros Involuntrios: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou defeito de viso, defeitos de audio ou falhas mentais.
1) Falhas de Viso: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tm ama (juntos), mas h alguns que trazem alla (porm). Os dois lambdas juntos deram ao copista a idia de 
um mi. Em At.15:40 onde h eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Cdice Beza epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maisculo  confundido com um delta maisculo.
H tambm confuso de slabas, como  o caso de ITm.3:16 onde o manuscrito D traz homologoumen s (ns confessamos que) em vez de homologoumens (sem dvida).
O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado)  facilitado pelo homoioteleuton, que  o final igual de duas linhas, levando o escriba a saltar uma delas, ou 
pelo homoioarchon, que so duas linhas com o mesmo incio.
O Cdice Vaticano, em Jo.17:15, no contm as palavras entre parnteses: "No rogo que os tires do (mundo, mas que os guardes do) maligno". Consultando o N.T. grego 
veremos que as duas linhas terminavam de maneira idntica, em autos ek tou, no manuscrito que o escriba de B copiava.
Lc.18:39 no aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual na sentena anterior no manuscrito do qual eles se derivam.
O Cdice Laudiano tem um exemplo no versculo 4 do Captulo 2 do livro de Atos: "Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto", sendo este em caso de adio, 
chamado ditografia, que  a repetio de uma letra, slaba ou palavras.
2) Falhas de Audio: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traa o escriba at mesmo 
quando o copista solitrio ditava a si prprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes casos, onde as variantes echmen e echomen foram confundidas. IPe.2:3 tambm apresenta 
um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta ltima encontrada nos manuscritos K e L.
No grego coin as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das respectivas classes.  o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitria), foi confundido 
por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no conflito".
Em Ap.15:6 onde se l "vestido de linho puro" a palavra grega linon  substituda por lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura". Desse modo uma s letra 
que o ouvido menos apurado no entendeu direito e que produziu completa mudana de sentido, torna-se erro grosseiro e hilariante.
3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traa, chegava a cometer erros que variavam desde a substituio de sinnimos, como o caso da preposio ek por apo, 
at a transposio de letras dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde Jesus disse "porque elas do testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do 
manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai).
B) Erros Intencionais: Erros que no se originaram de negligncia ou distrao dos escribas, mas antes de suspeita de alterao, principalmente doutrinria.
1) Harmonizao: Ao copiar os sinpticos, o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. E' o caso de Mt.12:13 onde se l "...estende a tua mo. E ele estendeu; 
e ela foi restaurada como a outra". Em alguns manuscritos de Marcos o texto pra em "restaurada", sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras "como a outra" 
para harmoniz-lo com Mateus.
Outro tipo de harmonizao ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T. conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram 
"no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citao no  s de Isaias.
2) Correes Doutrinrias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras "nem o Filho", pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que algum 
havia cometido erro (Alefe, W, Bizantino).
Os manuscritos da Velha Latina e da Verso Gtica apresentam como acrscimo, em Lc.1:3, a frase "e ao Esprito Santo" como "emprstimo" de At.15:28.
3) Correes Exegticas: Passagens de difcil interpretao era alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido atravs de interpolao e supresses.
Um caso de interpolao encontra-se em Mt.26:15 onde as palavras "trinta moedas de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D, a e b, a fim de definir 
o tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h) que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres 
de prata".
4) Acrscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Cdice 1518 anotou nas margens de Tg.1:5 a expresso geumatiks kai ouk anthrpines (espiritual 
e no humana). Quando este Cdice foi copiado, o escriba do manuscrito 603 incluiu esta expresso no texto: "Se algum de vs tem falta de sabedoria espiritual e 
no humana, pea-a a Deus...".  


IV. INTERPRETAO:  a elucidao ou explicao do sentido das palavras ou frases de um texto, para torn-los compreensivos.
A cincia da interpretao  designada hermenutica, e, em razo de sua abrangncia, requer um estudo especial separado da Bibliologia.



3. A AUTORIDADE DA BBLIA
    A partir da declarao de que a revelao e a inspirao da Bblia vm de Deus e a torna infalvel, a questo da autoridade serve to somente para reforar essa 
declarao. Entretanto o eu destaca esse ponto de nossa lio  o fato da inerrncia da Bblia. Existem provas estrabiblicas que do autoridade a Bblia nos campos 
da arqueologia, da antropologia e da histria.Porm a prova incontestvel da autoridade da Bblia esta na prpria Bblia.

VIII. A INERRNCIA DA BBLIA.
           1. A Bblia  infalvel ela no contm erros. Ela  a palavra da Verdade, que so EMUNAH e EMETH, cujo sentido  firmeza, estabilidade, certeza da inerrncia 
da Bblia esta no fato de que a verdade no sentido escrito, s  revelada de modo explicito nela. Nenhum livro do mundo fala da verdade do mesmo modo que a Bblia. 
O Deus da verdade  revelado na Bblia (JO 17.17; I RS 17.24; SL 119.151; PV 22.21).
          
 2. A AUTORIDADE HUMANA E DIVINA DA BBLIA. Indiscutivelmente a Bblia tem dupla autoridade. No lado divino, as escrituras so a palavra infalvel de Deus, pois 
elas se originam em Deus e so a expresso de sua mente. No lado humano, Deus escolheu alguns homens para receberem a sua palavra e apresenta-la na forma escrita. 
A inerrncia da Bblia est no fato que ela procede diretamente de Deus. A infabilidade e autoridade da Bblia no tm qualquer mrito do talento humano. Mas Deus 
usou a inteligncia humana para que sua palavra fosse transmitida, por escrito ao homem.
           
 3. A TRANSMISSO DOS TEXTOS ORIGINAIS.  possvel encontrar falhas nas copias feitas do original das Escrituras. Os textos originais so chamados, MANUSCRITO ORIGINAL 
ou MANUSCRITOS ORIGINAIS, e so isento de todo e qualquer erro, porque foram inspirados a um autor humano a escrever algo que no fosse errado ou falso. Entretanto, 
 possvel encontrar algumas falhas de transmisso dos copistas do texto original. Alguns erros de pena, ou dificuldade de traduo de vocbulos so encontrados 
em nossas tradues. Porm , so falhas banais que no ferem a integridade da inspirao nem modificam a verdade revelada. A exatido da palavra de Deus  constatada 
na experincia do crente e no cumprimento das profecias atravs dos tempos.

IX. O CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS.
       Como dissemos, as profecias bblicas so uma prova incontestvel da veracidade e da infabilidade da Bblia. O Velho Testamento est repleto de profecias referentes 
aos Judeus, s naes vizinhas e ao Messias que havia de vir. No Novo Testamento encontramos o cumprimento da maioria das profecias do Velho Testamento. Mui especialmente 
em relao a Cristo, encontramos muitas profecias cumpridas.Outras ainda esto para se cumprir. O nascimento do Messias, o Emanuel (IS 7.14 e MT 1.23), a fuga para 
o Egito, (OS 11.1 e MT 14);a correlao entre o cordeiro sacrifical e Jesus, entre o Man e Jesus, o varo de dores (IS 53.9; AT 8.32; IPe 2.4); as vestes repartidas 
(SL 22.19 e JO 19.26); os ossos do Messias no seriam quebrados (SL 34.21 e JO 19.36). Jesus alegou o cumprimento da profecia de Isaias 61.1-2, dizendo, hoje se 
cumpriu esta profecia que acabais de ouvir. Lc 4.21. Paulo citou a profecia de Salmo 2 como cumprida em Jesus (AT 13.32-33).Poderamos citar centenas de outras profecias 
que tiveram o seu cumprimento no Novo Testamento, que confirmam a infabilidade das Escrituras e a sua inspirao divina

X. O TESTEMUNHO DA CINCIA
      A Cincia e definida como. Um conjunto de leis e princpios obtidos atravs de observaes e repetidas experimentaes. Ela no baseia seus argumentos em hipteses, 
teorias ou idias no confirmadas. Os grandes cientistas, proustes e Lavoisier afirmaram certa festa que na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. 
Essa declarao fortalece o fato de que por traz de toda criao, esta a ao da Bblia.
O relato bblico sobre a criao em gnesis 1 , recebe o apoio da cincia. Pois a despeito da tentativa de alguns em desmenti-la ningum e nada tem conseguido apresentar 
alguma teoria superior ao relato bblico. A Bblia declara em Isaias que a terra  redonda (IS 40.22) e que o nosso planeta esta suspenso sobre o vazio no ar (J 
26.7) e a Cincia concorda com estas declaraes. A Bblia de modo singular, afirma que o universo foi criado do nada pelo poder de Deus (GN 1.1). As leis do Universo 
refletem a vontade e a sabedoria de Deus, pois tudo quanto foi criado obedece ao Criador eterno (Mt 8.27).

XI. A IMPORTNCIA DA BBLIA
     
 1. A BBLIA E INCOMPARVEL. Nenhuma obra literria pode ser comparada a Bblia. Sua inspirao  superior a de qualquer outro tipo de literatura. Porque  a palavra 
de Deus. Os Judeus antigos tinham o cuidado de manter os documentos originais escritos em papiro e pergaminhos e pro isto copiavam os manuscritos das originais das 
escrituras Sagradas com o maior cuidado. Quando se deparavam com o nome de Deus, os copistas paravam, limpavam as penas de escrever, e depois tornavam a molhlas 
no tinteiro e , reverentemente escreviam o nome de Deus. Tal era a importncia que davam s Escrituras, pois sabiam que era o livro de Deus para o homem.
     
 2. A Bblia e uma coleo de 66 livros. A reunio de todos os livros da Bblia foi feita segundo um critrio de cuidados e escolha que identificasse os livros realmente 
inspirados e os no inspirados. Esse critrio de seleo obedecia a certos princpios, e com a orientao do Esprito Santo, chegou-se ao nmero de 66 livros, os 
quais foram reconhecidos como inspirados e autnticos.
      
 3. A Bblia apresenta a origem do homem e o propsito de sua existncia.
So muitas as teorias cientificas e filosficas acerca da origem do homem e a natureza do seu destino, mas somente a Bblia d a explicao satisfatria.

XII. POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A BBLIA ?
       
1. Porque a Bblia revela o Deus vivo e verdadeiro. Para estudarmos acerca de Deus, consideremos o vocbulo que melhor abrange esse estudo: teologia. Essa palavra 
tem sido rechaada ignorantemente por alguns de ns como se ela ofendesse a Deus. Entretanto a palavra teologia vem de duas gregas:THEOS-DEUS e LOGIA, que significa 
estudo, tratado, portanto, Teologia e o estudo acerca de Deus. S a Bblia fala de Deus de modo direto e singular, pois ela e a palavra do prprio Deus (JO 17.3). 
Embora ele tenha se revelado a si mesmo de varias maneiras a Bblia e a revelao mais autntica e detalhada de Deus.Ela no se preocupa em provar a existncia de 
Deus revela -o porqu Ele quis se fazer conhecido como Criador e Sustentador de todas as coisas. Ele e o Deus vivo nico e verdadeiro, que e Esprito e verdade (Dn 
4.34; AT 14.15; I TS 1.19; HB 9.14; 10.31; JO 4.24).

2. PORQUE A BBLIA  O GUIA PARA SALVAO DOS PECADORES.
Consideremos que a Bblia  a revelao escrita que Deus faz de si mesmo ao homem, revelando-lhe o caminho da salvao em Jesus Cristo. De modo claro a Bblia propicia 
ao homem escapar das conseqncias do pecado e oferece condies para evitar a pratica do mesmo (RM 3.23; 5.1-8-11;6.22.23).

3. PORQUE A BBLIA E O MEIO SANTIFICADOR DO CRENTE (HB 12.14).
Santificar significa separar, e a Bblia apresenta o caminho para a santificao atravs da remisso dos pecados pelo sangue de Jesus (HB 9.7,8,11-15;10.14). Uma 
vez que o pecador tenha ficado liberto da condenao do pecado e das suas conseqncias, tambm precisa est apto para viver uma vida santa, isto  separada da pratica 
do pecado . A santificao tem sua eficcia pelo sangue de Jesus, pela ao permanente do Esprito Santo em pela palavra de Deus. Uma vida santificada torna-se vibrante 
e corajosa , apta para vencer as tentaes e evitar a prtica do pecado. O estudo da Bblia nos ensina no s como podemos ser salvos da condenao do pecado, mas 
tambm, como vencer o poder do pecado ao nosso redor. S a Bblia indica o caminho para uma vida irrepreensvel e consagrada a Deus (ITS 3.13; EF 1.4; FP 2.15; RM 
12.2: I TS 4.3-7).

XIII. COMO ESTUDAR A BBLIA. 
Estabelecer mtodos no e muito fcil, pois existem muitos  todos oferecem os mais variados sistemas de estudos que podem ser praticados pelos estudiosos da Bblia, 
vejamos dois procedimentos que podem ser adotados; o devocional e o intelectual.

1. PROCEDIMENTO DEVOCIONAL. 
Refere-se ao modo de estudar a Bblia com atitude devocional e contemplativa. um procedimento em que o estudante procurar atravs da leitura e meditao aplicar 
o contedo do texto lido a sua prpria vida. A atitude devocional no estudo da Bblia deve levar em conta alguns procedimentos. Siga os passos abaixo.      
* Leia a Bblia escolhendo um texto em especial, um livro ou parte de um texto. Procure memorizar alguma verdade especial que lhe chamou a ateno. Faa aplicao 
pessoal da verdade bblica (DT 17.19).
* Desenvolva o ato da meditao na palavra de Deus (JS 1.8). Planeje o seu dia, sistematicamente, separando um horrio no qual possa meditar e estudar a palavra. 
Procure cumprir esse projeto e manter o bom hbito com orao e comunho com senhor (EC 5.4,-5). Escolha o texto bblico mais apropriado a sua necessidade especifica, 
um texto que fale bem a sua alma.
* Leia a Bblia como a palavra de Deus. No confunda com qualquer outra literria. No haver proveito espiritual em uma leitura feita apenas com o intelecto.  
preciso uma atitude devocional (HB 4.12; PV 30.5; SL 119.11: JO 6.68; 17.17).

2. O PROCEDIMENTO INTELECTUAL.
Esse procedimento tem a ver com o estudo sistemtico das Escrituras, procurando entender o sentido das palavras dos assuntos, dos aspectos histricos e geogrficos, 
do literalismo e simbologia na Bblia. H uma errnea tendncia ESPIRITUAL que condena o estudo mais aprofundado da Bblia, pois os seus adeptos ensinam que o intelecto 
pode prejudicar a espiritualidade. e completamente errada essa tendncia, pois ela s contribui para a ignorncia da palavra de Deus como um todo.
           Walter A. Henrichsen, em seu livro sobre Princpios de interpretao da Bblia, nas paginas 8 e 9 apresenta um quadro de quatro partes bsicas para o 
estudo correto da Bblia, a saber:

* Observao, que responde a pergunta: que vejo? Aqui o estudante da Bblia aborda o texto como um detetive. Nenhum por menor e sem importncia, nenhuma pedra fica 
sem ser virada, cada observao  cuidadosamente arrolada para consideraes e comparaes posteriores.
* Interpretao que responde a pergunta: Que significa? Aqui o interprete bombardeia o texto com perguntas como; que significam esses por menores para as pessoas 
as quais foram dados? Por que o texto diz isto? Qual a principal idia que esta procurando comunicar?
* Correlao que responde a pergunta: Como isto se relaciona com  o restante daquilo eu a Bblia diz? O estudante da Bblia deve fazer mais que somente examinar 
passagens individuais. Deve coordenar o seu estudo com tudo mais que a Bblia diz sobre o assunto.
A precisa compreenso da Bblia sobre qualquer assunto  leva em conta  tudo que a Bblia diz sobre tal assunto.
* Aplicao, que responde a pergunta: que significa para mim? Esta e a meta dos outros trs passos. Um especialista nessa rea . Essa resposta tem de nada menos 
do que a obedincia  vontade de Deus revelada.

XIV. ESTUDANDO E INTERPRETANDO COMPLETAMENTE A BBLIA.
 Impossvel estudar a Bblia e interpreta-la corretamente sem algum mtodo orientador.
Existem certas regras e mtodos de hermenutica que podem ajudar na interpretao da Bblia.  o fato que o Esprito Santo nos ajuda na elucidao de texto obscuro, 
mediante a orao, porm e indispensvel  ajuda exterior de bons livros escritos por homens de Deus. Eis, portanto, algumas regras que todos precisam saber para 
no pecar contra a palavra de Deus, precipitando-se a interpret-la de qualquer modo.

* A Bblia deve ser interpretada mediante o texto, contexto e textos paralelos.Isto  ao estudar um texto, no o interprete sem ver o seu contexto. O contexto pode 
ser o que vem antes e depois do texto. Os textos paralelos so aqueles textos em outras partes das Escrituras que podem ajudar a esclarecer o texto que se quer interpretar.
* A Bblia deve ser interpretada em conformidade com o propsito dela. Cada escritor teve, sob a inspirao do Esprito Santo um propsito especifico ao escrever. 
Ao interpretar qualquer texto , no esquea que a Bblia foi escrita para revelar a vontade soberana de Deus  humanidade.
* Nenhum texto bblico pode ser interpretado isoladamente da Bblia. Nunca se deve basear ou estabelecer doutrina em um versculo isolado do contexto doutrinrio 
que esta em toda a Bblia. Cada doutrina s e aceitvel a luz da prpria Bblia.
* A Bblia deve ser interpretada, sabendo-se distinguir a linguagem figurada existente nela.
* A Bblia deve ser estuda e interpretada a luz do ensino geral contido em toda ela. 


QUESTIONARIO

1 - Como a Bblia era conhecida no Velho Testamento ?

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2 - Como a Bblia era conhecida no Novo Testamento ?

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3 - Qual era o significado da Palavra Bblia ?

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4 - Em Quantos anos foi escrita a Bblia ?

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5 - Quantos anos Deus usou na Composio da Bblia ?

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6 - Cite os matrias em que ela foi escrita no original.

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7 - Cite as lnguas Originais da Bblia.

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8 - Qual a mensagem principal da Bblia.

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9 - Quais os trs aspectos da origem sobrenatural da Bblia ?

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10 - O que significa a Palavra revelao ?

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11_ O que significa a Palavra inspirao ?

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12 - O que d autoridade a Bblia ?

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13_ Qual valor das Profecias Bblicas ?

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14 _ De que maneira Deus se manifestou ao Homem ?

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15 _ Por que a Bblia  um livro incomparvel ?

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16_ Como foram selecionados os livros da Bblia ?

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17_ Quem  o agente iluminador das Sagradas Escrituras ?

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18_ Como pode o homem se tornar sbio ?

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19 _ Como devemos estudar a Bblia ?

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20_ como devemos interpretar a Bblia ?

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